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quarta-feira, março 04, 2026

Mini-resenha: Black Mirror

    Depois de muito tempo postergando a ideia de assistir Black Mirror, alguns finais de semana atrás eu finalmente o fiz! E preciso dizer que tenho umas ressalvas sobre a série, algumas boas, outras nem tanto... 
   Admito que só fiquei curiosa sobre a série — de verdade — há alguns dias, quando percebi muita gente comparando a realidade em que vivemos com episódios da série. Antes disso, admito que nunca tive uma curiosidade tão profunda assim, e acho que está tudo nos conformes. Eu sinto que a série só não tinha uma premissa muito atrativa (?) para o meu gosto.


Black Mirror | Trailer 

   Assisti desde a primeira temporada até a última — Atualmente, sétima temporada, não sei se a Netflix tem planos em lançar mais temporadas — tudo em questão de uma semana e alguns dias, engoli praticamente a série. Mas, acho válido deixar explícito aqui que não foi por achar ela boa, mas sim, por não encontrar outra coisa que eu pudesse assistir enquanto fazia minhas coisas do dia a dia.

   Não sou uma pessoa de ter problemas com cenas agressivas e muito sexo em séries, jogos, etc. — Já fui essa pessoa, na verdade, mas por questões de trauma. Só que nessa série em específico, eu achei tudo muito exagerado, digo, não em questão de choque, mas sim de quantidade. Até porque, quando eu resolvi assistir a Black Mirror eu já estava ciente de que tudo retratado era sempre na intenção de chocar o telespectador.

   Eu diria que gostei da série, mas não a amei. Tiveram episódios que achei muito bons, como 'Be Right Back', 'Nosedive', 'Playtest', 'San Junipero', 'Arkangel', 'Striking Vipers', 'Hotel Reverie' e 'Eulogy'. De resto, acho tudo muito esquecível, tanto que, se me questionarem sobre os outros episódios, eu mal me lembro do que aconteceu.

   Acho que, de longe, meu episódio favorito é Hotel Reverie! Inclusive, ele, San Junipero e Striking Vipers conseguiram alugar um espacinho no meu cérebro por dias! Sempre que achava que não, eu estava pensando nesses episódios em específico, já que de alguma forma eles conseguiram ser os mais marcantes para mim.

   Para concluir: Não tenho muito o que dizer da série, como todos os episódios são muito diferentes uns dos outros e quase nenhum tem ligação entre si — porque alguns têm, inclusive o USS Callister tem duas partes! — acabou que nem tem como eu resumir exatamente sobre o que se trata, o que aborda e etc. O que eu, Amilla, senti assistindo é que a maioria dos episódios — nem todos — é uma espécie de critica social a alguma coisa que passamos no dia a dia, e nisso eu admito que a série conseguiu fazer eu ficar curiosa. Tanto que em todo episódio que passava, eu ficava analisando para tentar entender qual seria a crítica ali — e na maior parte das vezes, eu entendia, pelo menos, na minha interpretação pessoal.

   Sei que o post de hoje foi mega simples, mas eu queria deixar registrado aqui que acabei assistindo essa série, então achei viável fazer um mini-post, mesmo que sendo 'bem raso'. kkk 


sábado, dezembro 20, 2025

Mini-resenha: 북극성(Tempest)

  A resenha de hoje vai ser um tanto quanto curtinha, pois, só queria comentar sobre um dorama que vi recentemente — que me ajudou a superar a minha ressaca de doramas —. O nome dele como vocês podem ver no título é Tempest e admito que quando comecei a assisti-lo não estava esperando muito. Inicialmente só estava navegando no aplicativo da Disney+ em minha TV, procurando algo diferente para assistir, já que eu tinha dado uma enjoada de tanto assistir Castle — atualmente estou dando uma respirada dos episódios de Castle, pois, fiquei dois meses inteiros assistindo apenas isso. Eu senti que deveria procurar algo novo por hora — e também por estar tendo o começo de uma crise de ansiedade no dia, então resolvi que assistir algo talvez pudesse vir a me ajudar distraindo minha cabeça e realmente ajudou. rs
  Admito ter sido uma surpresa e tanto quando percebi que em um único dia — madrugada para ser honesta — eu engoli quatro episódios de uma vez só! Fazia muito tempo desde que eu não achasse um dorama que me prendesse tanto, e olha, achei que não encontraria um que conseguiria fazer isso de novo tão cedo, ainda bem que eu estava redondamente errada.

Sobre o Dorama

  Se você gosta de intriga familiar, investigação, romance e muita ação, prometo que esse dorama vai ser com toda certeza um bom chute de algo curto e interessante para você assistir. Acho que é valido ressaltar que o romance não é o foco central do dorama, porém, irá ter dois ou três episódios que senti que focou mais nessa parte do que no resto da trama. 

 Atenção: A partir daqui o post contém spoilers da obra, caso você não tenha assistido ainda e deseja assistir sem spoilers, recomendo que não leia minha resenha.
Thanks! ( ̄︶ ̄) /

  Nessa história iremos acompanhar a destemida e fria Munju, que acabara de perder seu marido e candidato à presidência Junik, e Paik Sanho que é um assassino de aluguel Norte Coreano, cujo foi contratado para matar a moça. Tempest roda em volta de uma trama bem confusa eu diria, onde Munju inicialmente descobre que seu marido foi assassinado por suspeita de ser um espião de outro país. Ao buscar justiça sobre a morte de seu marido, Munju acaba por descobrir que seu marido trocava cartas com Anderson Miller, um Americano-coreano que trabalha para o governo dos EUA e que nas tais cartas acaba comenta com Junik sobre um possível ataque à Coreia do Norte, o que poderia ocasionar uma guerra e até mesmo morte de vários sul-coreanos. Nisso ela resolve tentar falar com a presidente, mas a maldita senhora simplesmente diz a moça que não se metesse nisso. Munju percebe que a presidente, na verdade, não iria parar a guerra e resolve se candidatar à presidência para tentar impedir, ela mesma, que a guerra aconteça e é aí que a bagunça do dorama acontece — como se até aqui tudo que falei já não fosse um pouco confuso o suficiente.
  Assistir esse dorama foi uma montanha-russa de emoções. Sem falar que em alguns momentos eu me sentia exatamente igual aquele gif da Nazaré Tedesco fazendo mil contas, tudo isso pra tentar entender o quê estava acontecendo. *suspiro* Mas a história é tão interessante/intrigante e sempre acontece tanta coisa, tanto plot twist, etc. Que você nem percebe o tempo passando. Digo isso, pois assisti quatro episódios em um dia e o restante em outro, basicamente engoli o dorama sem nem ver! Tenho só elogios, sério!
  Tempest entrou para minha listinha pessoal de doramas favoritinhos, que com toda certeza, ainda re-assistirei quando estiver no tédio, pois, mesmo já sabendo o final, acredito que na próxima vez que eu assisti-lo ainda terá coisas, sinais, que deixei passar que acredito que só dará para pescar numa segunda vez. Definitivamente um: recomendo que assista!
sábado, dezembro 13, 2025

Resenha: O Pequeno Príncipe

 Oi Oi! O post de hoje é uma 'releitura' da resenha que eu havia feito de O Pequeno Príncipe em meu antigo blog. Essa foi a primeira resenha que eu fiz — na vida — então provavelmente nem deve ter ficado tão boa assim. Mas por ser um livro que mexeu muito comigo — por me lembrar da minha mãe — eu acho que vale a pena trazer esse post para cá também.

 Atenção: Esse post contém spoilers da obra, caso você não tenha lido ainda e deseja ler sem spoilers, recomendo que não leia minha resenha. Thanks! ( ̄︶ ̄) /

Sobre minha experiência com o livro:

    Para começar, acho que vale ressaltar que essa foi a primeira que vez que li a obra. Na verdade, já havia tentado ler anteriormente — quando comprei o livro —, porém, não consegui passar de dezoito páginas. E isso me fez refletir, até comentar com uma amiga após finalizar a leitura desta vez, que acredito que para ler esse livro, eu teria de estar no momento certo... E acho que dessa vez, era realmente o momento certo para isso. Não que para você ler, tenha de estar no momento certo igual a mim, apenas que para mim, esse momento teve de acontecer. 
    Conforme fui realizando a leitura do livro e os capítulos passavam, acabei tendo um pequeno insight sobre a mensagem do livro, que basicamente senti ser: Como adultos, ficamos fúteis, desinteressantes e obcecados por coisas idiotas, sem valor real. Em suma, acredito que o livro tenta mostrar ao leitor, seja ele um adulto ou uma criança, o quanto amadurecer pode matar nossa individualidade. Na verdade, o quanto ao virarmos adultos, deixamos de acreditar na magia do mundo. Como matamos nossa imaginação e nos tornamos pessoas vazias, que zelam por coisas passageiras e sem significado. 
    Por exemplo: Em dado momento no livro, nosso pequeno protagonista está viajando pelos planetas, procurando amigos e figuras novas para conhecer, procurando conhecer um pouco mais do universo. Ele acaba se deparando com figuras um tanto quanto sem graça. A parte que mais me chamou atenção foi quando ele para em um planeta onde tem um empresário. Que ao ser questionado o que está fazendo, logo se irrita com a presença do pobre garoto, já que ele está o atrapalhando em sua contagem. Contagem do quê? Simples, estrelas. O quê mais me intrigou, foi o fato do empresário se dizer dono das estrelas. Algo que, em tese, pertence a todos, não tem um dono. Porém, o homem insiste que ele faz e refaz a contagem de suas estrelas diariamente. E que também possui um papel, o qual nomeia dono delas. O pequeno rapaz acha uma grande bobeira, e eu diria que ele está mais do que certo, porque realmente, é uma grande bobeira
    Adulto são, de fato, seres desinteressantes, sem criatividade, com ideias estranhas e bobas, como a de ser dono de algo que pertence a ninguém, ou então de olhar um desenho de jiboias fechadas e abertas e simplesmente não ter imaginação o suficiente para entender o desenho. Além de que o pobre garotinho, ao contar suas aventuras, também nos ensina a lição sobre o amor, que precisa ser cativado. Conforme as minhas citações favoritas do livro abaixo:

    — Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry (Capitulo Dezenove, Página 66)

    — Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.

    O Pequeno príncipe foi rever as rosas:
    — Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda voz cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa iguala cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
    E as rosas ficaram desapontadas.
    — Sois belas, mas vazias — Continuou ele. — Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela que eu reguei. Foi ela que pus sob a redoma. Foi ela que abriguei com o para-vento. Foi por ela que eu matei as larvas (exceto duas ou três, por causa das borboletas). Foi ela que eu escutei se queixar ou se gabar, ou mesmo calar-se algumas vezes, já que ela é minha rosa.
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry (Capitulo Dezenove, Página 70)

    Engraçado como um simples livro de criança me fez pensar em como o mundo adulto gira em torno de apenas: dinheiro, posição social, posses — que são às vezes inúteis —, pagar de um ser sério, poder mandar nos outros, validação alheia, etc. Esse livro realmente me fez refletir em como viramos pessoas tão robóticas que nem prestamos atenção nos detalhes da vida, das pessoas à nossa volta e que aquela curiosidade que tínhamos quando criança, de como funciona o mundo, como funciona tudo, simplesmente desaparece e entra em seu lugar uma mente que vive tudo de forma automática. Fazendo você realmente enxergar que a vida adulta é um saco

    Um dos personagens que consegui mais me apegar na história, e além do Pequeno Príncipe me fez refletir muito com lições valiosas, foi a raposa. Senti que ela conseguiu se destacar dentre a curta estória e me passou um grande sentimento de conforto após tudo. Assim como, ela também ensinou uma lição valiosa para o menino. Achei interessante como ela explica o conceito de cativar alguém, a ponto da outra pessoa te enxergar não apenas como uma pessoa qualquer, mas como alguém diferente dentre todas as pessoas do mundo. Cativar nada mais é do que fazer o outro amar-te. É o sentimento puro e brilhoso de destacar-se dentre as pessoas. Ela também o faz perceber o quanto após tal ação, dói perder alguém que você ama, alguém cuja presença se faz brilhosa em seus dias, sua presença se faz necessária ao fim do dia. Fazendo assim, você aprender sobre o conceito de amor e perda
    A partir deste momento da estória, eu pude sentir um certo amadurecimento não só do pequeno príncipe, como do protagonista também. Já que após contar como foi seu encontro com sua raposa, como foi cativá-la e ser cativado por ela, o menino se despede dizendo que sua hora de partir chegou. — E é nesse momento que eu me peguei chorando enquanto lia.

    Por fim, senti que esse livro me acrescentou muito no processo de leitura, também me ajudou um pouco com o processo de cura sobre uma perda muito importante que tive alguns anos atrás. O que chega ser engraçado, já que comprei este livro, apenas para ter algo que me lembrasse de minha mãe. Ela não gostava de ler, muito pelo contrário, ela odiava leitura. Mas sempre me disse o quanto amava essa singela estória. Ela contava o quanto amou ler este livro quando criança, na época do fundamental, e o quanto esse livro marcou ela, era simplesmente algo que minha mente fez questão de decorar.
    Por anos me vi querendo comprar esse livro para presentea-la, mesmo que fosse apenas um livro, e fosse algo que ela não gosta muito, queria muito lhe dar esse livro como um presente, uma forma de dizer que prestei atenção em todas às vezes que ela disse gostar tanto dessa história. E agora entendo perfeitamente o motivo do qual ela gostou tando do livro, e do porquê eu não estava no momento certo para ler O Pequeno Príncipe
    Acredito que nada nesta vida é por acaso, tudo tem seu motivo, sua hora. E hoje, após quatro anos da perda da minha mãe, e de ter comprado esse livrinho em uma promoção na Amazon, que fez ele custar apenas 10 reaizinhos. Vejo que talvez o momento que eu deveria ler este livro, era agora. E não quando o comprei.
    Eu senti que essa leitura foi especial para mim, me ajudando a curar uma certa ferida aberta em meu peito, a raposa conseguiu me ensinar sobre cativar, sobre perder o que cativamos. Também fui ensinada que o mundo pode ser muito mais do que os olhos de um adulto pode ver. Acredito que hoje esse livro tenha ganho um significado muito maior do que ele já tinha para mim, antes mesmo de o ter lido.

    Posso finalizar esse post dando incríveis cinco estrelas a essa leitura. Sinto ser uma leitura essencial para qualquer pessoa que goste de ler — Embora seja uma leitura muito simples e fácil de se fazer, já que a forma como o livro conversa com o leitor é muito direta —, esse livro precisa estar na sua lista de leituras para fazer antes de partir deste mundo.

  • Livro: O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry;
  • Ano: 2021;
  • Editora: Harper Collins;
  • Estrelas: ★★★★★;
  • Formato lido: Livro Físico;
  • Obs.: Edição com tradução original do ano de 1952 e aquarelas do autor;
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